faço amor com o vento
ele me trai
se sua pele me atravessa a fundura
sem vestes
e todo lugar
ele
um sexo
porque ainda me eleva
se estamos separados?
selvagem ou nulo
amante escolhido
na brasa infinita de si
eu antiga,
ele sempre
esquecimento:
um sexo de flores se abrindo
invisíveis latencias
ventania das nossas vidas
este dentro dele
rasgadura de nós
este agora de foras
meus
distancia finita
corpo aberto
o inacabado
o vivo
o profano disso que nos atravessando também a pele
porque o amor não tem nome
nem gente
porque vento é dentro
amor,
porque é dentro
porque somos
vent
res
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