segunda-feira, 25 de julho de 2016

abismo

uma mania de viver os mortos. viver mais que a própria vida. não viver o luto, porque demais vivendo a morte em vida. e por que, meu deus, esta obsessão. este abstrato tomando contato do nome das coisas? onde começou isso naquele que começou primeira a desmembrar os braços do mundo. abrir as pernas do sem nome. quem inventou de meter um filho nisso que não é. essas palavras todas soltas louca, a comunicar a magnanima altura disso que não é. e porque essas chaves soltas nos meus olhos. essa loucura de porta nas pessoas. nos sorrisos. nos sofás. nas geladeiras. nas tvs dividindo a gente em pensamentos. os filmes nos aconchegando para aquilo que é beijo e terno e amor. e porque isso que não é mais amor comendo a boca da gente num depois. boca entalada de espinhos e palavras soltando os sem nexos do amor que não é mais amor porque há

há algo no meio
sem nome
abstrato como o seu nome
que não é mais seu

grande ou
etrusco,

indecifrável voz
que comunica o silêncio
porque é esta a sua cor
nenhuma

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