artesã de escuros...
meteu no meu dedo um poema
[eu que sempre tive asas afiadas demais para aliança]
meteu no meu dedo o infinito
do teu nome
pronome
intima sob a noite
girosa ao lado da cama
sopradora de chamas
meteu os teus dedos nos meus
me deu seus escuros
percorreu três ou seis silêncios
talvez nove
no alto, um vibrar de tambores
nosso coração
nossos gemidos entregues à cama
teus dedos / os meus
tamborilam
travessia
íntima, teus dedos claros
sob a entregue escuridão de mim
teus dedos
que me desfaço em inteira
teus dedos-meus
da sua arte de tecer-
me escuros
transcendem
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