corromperia a visão de um homem,
a liberdade
corromperia as eternas infâncias
correndo feito um lobo
com as asas presas entre os cílios
corromperia a liberdade,
a Liberdade
por isso as asas insistem
nascer
perto
mais perto ainda dos lábios,
da boca
quarta-feira, 11 de abril de 2018
terça-feira, 3 de abril de 2018
segunda-feira, 2 de abril de 2018
vem
vem,
dança comigo aquele poema
azul no meio da.
azul
perto do.
vermelho..
vem,
que eu aqueço algumas palavras
obscenas
no meio das tuas
no meio do
teu..
vai,
fode comigo esse poema
esquece a lamparina
enquanto o poema é inteiro
ar e efeito
armadura
seios
rigidez
estremecimento
vem,
tira a blusa desse poema
a calcinha
encontra a boca
as costas nuas
os dedos gotejantes
os lábios
vem,
pr'esse poema de perna aberta
e olhos fechados
que te espera
só as tuas asas sobre as minhas
emudece
esse poema
vou
dança comigo aquele poema
azul no meio da.
azul
perto do.
vermelho..
vem,
que eu aqueço algumas palavras
obscenas
no meio das tuas
no meio do
teu..
vai,
fode comigo esse poema
esquece a lamparina
enquanto o poema é inteiro
ar e efeito
armadura
seios
rigidez
estremecimento
vem,
tira a blusa desse poema
a calcinha
encontra a boca
as costas nuas
os dedos gotejantes
os lábios
vem,
pr'esse poema de perna aberta
e olhos fechados
que te espera
só as tuas asas sobre as minhas
emudece
esse poema
vou
terça-feira, 27 de março de 2018
a primeira vez de um novo poeta em minha vida
ele falava o melhor inglês
que eu não entendia
do que valem as palavras
quando as pessoas parecem falar de amor?
a morada do Veio
mas ele estava chegando
sentia o cheiro de sua camisa larga
branca
os olhos perdidos em imensidões
dos meus
lugar nenhum
onde sempre sempre sempre
habitamos quando estamos um pouco só
a boca encharcada de Iemanjá
enquanto dizia para alguém que ainda é tempo de Poesia
ele falou Tupã, e eu ouvi
antes mesmo de sua chegada
trovejei
também se diz que é assim que se cumpre o amor da tempestade
com o mar
eu vim de lá,
de onde não sei e ele é
ele vem daqui
de onde não sabe,
e vem
um só Veio
pairado no canto secreto das ausências
sentia o cheiro de sua camisa larga
branca
os olhos perdidos em imensidões
dos meus
lugar nenhum
onde sempre sempre sempre
habitamos quando estamos um pouco só
a boca encharcada de Iemanjá
enquanto dizia para alguém que ainda é tempo de Poesia
ele falou Tupã, e eu ouvi
antes mesmo de sua chegada
trovejei
também se diz que é assim que se cumpre o amor da tempestade
com o mar
eu vim de lá,
de onde não sei e ele é
ele vem daqui
de onde não sabe,
e vem
um só Veio
pairado no canto secreto das ausências
segunda-feira, 5 de março de 2018
linguagem de quem foge
tem dias que as pontas todas
os icebergs
as pirâmides
as facas e garfos
e as lascas de unhas
ou o fino fio da escova de dente
ou mesmo a ponta da língua
tudo aponta pra língua
y faz gritar o silêncio
que somente a poesia
abarca o movimento de
fuga
os icebergs
as pirâmides
as facas e garfos
e as lascas de unhas
ou o fino fio da escova de dente
ou mesmo a ponta da língua
tudo aponta pra língua
y faz gritar o silêncio
que somente a poesia
abarca o movimento de
fuga
danza [con hilda]
sentou, hilda
as danças todas na minha boca
fugiram-me os passos
não sei qual ou o que
quem dança
voa
o poema é
feito
invisíveis,
hilda
agora ela também sabe
as danças todas na minha boca
fugiram-me os passos
não sei qual ou o que
quem dança
voa
o poema é
feito
invisíveis,
hilda
agora ela também sabe
DOIS UM
a única certeza
é que os opostos
não se atraem
por acaso, eles se encontram
e contam suas histórias
mas é sempre uma história completa
de dois
sempre dois
o um é uma memória
distante de agora
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
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