quantos teamos
vou ouvir
até que alguém
me fique um pouco
como em casa?
terça-feira, 4 de outubro de 2016
eletricidades
eu espero esse nada que a vida
me apresentou
como um destino solitário
de múltiplos encontros
nenhum
me apresentou
como um destino solitário
de múltiplos encontros
nenhum
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
sonhos [parte III]
já se passaram dois dias
e eu não consigo responder ao deserto
o deserto me olha com sede
enquanto rezo as curvas das águas de mim
meus olhos se fecham
feito um luto
minhas águas deitam
e observam
o deserto também é mudo
e eu não consigo responder ao deserto
o deserto me olha com sede
enquanto rezo as curvas das águas de mim
meus olhos se fecham
feito um luto
minhas águas deitam
e observam
o deserto também é mudo
reencarnadas mortes
deserto também é o nome dado ao encontro. os grãos todos difusos sendo uno na dimensão macro dos passos. você no meio levando o que de mim é lasca de árvore, galhos. lembro que não faz muitos mundos te entreguei meu deserto na boca, então saliva a saliva você me tomava. e não era tempo de sede, mas de fome. então fosse como fosse, você me comia dentro-fora da areia desertica. e fosse como fosse houve um tempo de argila. agora aqui nesse tempo de asas, é um tempo de asas na boca. isso de você beijar minha liebrdade e eu mastigar o tempero da sua. isso de nunca termos nos beijado ainda arrepiando as penas e florescendo cada vez mais absurdos.
um passo
mais outros sem nenhum porquê
mas destino
Destino
esse desmaio nos meus poemas
ora esticado
ora cortado suicidando o que ainda sequer foi
abismo e morte
reincidentes de si mesmos
isso de você nunca me viver de tão morto
e de nunca me morrer de tão vivo
desta vida ainda sem memórias nossas
de abrsurdos
dentro das unhas
calejadas de desejo
desta vida
escondida no que é morto ainda...
dos muitos
seus dedos
seus lábios
sob tudo que me alimenta os céus
a sua língua
seu sorriso
cravado na minha vênus em escorpião
eu quero você na minha ideia
eu quero uma ideia
perdida de você
para que me encontre
seus lábios
sob tudo que me alimenta os céus
a sua língua
seu sorriso
cravado na minha vênus em escorpião
eu quero você na minha ideia
eu quero uma ideia
perdida de você
para que me encontre
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