sexta-feira, 29 de julho de 2016

quarta-feira, 27 de julho de 2016

marsala bordô

é da tua boca
que escorro

cristalina você
gi
     rosa
azul

o que fazer
com esse desejo de?

vermelha toda
tocada
olhos, boca
cílios

você azul

nossos vestidos escorrendo também
dos meus dedos molhados
de nós

e esse agora
nas barras
enlaçadas

você eu
vestidas de incêndios trocados

bordô aberto
voar de marsalas
pétalas roxas nas pernas

bolas de fogo azul [você]
na espera

de apagar minhas tempestades
num copo de boca
vermelha


[por e para gi sousa]

tempo

as caixas
são interessantes
assim
vazias

cura

porque somos péssimos
ciclos e silêncios
isso aquilo de respeito

então vou rasgar teu peito
vou dançar até fodermos
vou pegar sua língua de onde você me deixou

e você vai escrever
você vai nascer

shekinah

tudo antes como nada

eu teamo
e teamo
só que agora com
tumeamas no meio

desprendimento

e os passos giram
o que é apenas giro
e infinito

proteção dos obscuros humanos

as luzes soltas
das nuvens

a escuridão
da terra

tudo é caminho
amor
possível

e às vezes não dói
mais
e nada

segunda-feira, 25 de julho de 2016

fabricando invisíveis

é também sem querer
qualquer querer,
que se ama

passagem de ida

não tenho hábito
de dar vida
aos mortos

nunca gostei de mexer com eles assim
vivos
intactos

eu gosto do que me rasga os olhos no agora
daquele possível que possa me tocar a mão
e eu tocá-lo o rosto
ou os impossíveis

longe é sempre longe

e a gente fica mais
 perto de si

e é quando percebemos
que também fomos embora
das malas de nós